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domingo, 23 de outubro de 2011

Empresa alemã cria sistema de gerenciamento integrado para instituições de Microfinanças no Mundo

O SIG (Sistema de Informação Gerencial) é a novidade na gestão de carteira de microcrédito no mundo, reduzindo custos e aumentando extraordinariamente as facilidades do gerenciamento e competitividade no mercado de Microfinanças. Um exemplo eficaz desse tipo de sistema é o Mambu. Desenvolvido pela empresa alemã de mesmo nome e que, baseado no sistema de nuvem, foi elaborado exclusivamente para Instituições que operam no seguimento de Microfinanças.
Sistemas desenvolvidos em nuvens não é um fenômeno novo – contas de e-mails como o Gmail, Yahoo, Hotmail ou até mesmo ferramentas de comunicação como o Skype e aplicações de vídeo como YouTube – são exemplos excelentes da computação em nuvem. Recentemente, algumas empresas começaram a desenvolver aplicações e programas em nuvens, direcionados para segmentos com demandas especificas de gestão. Essas aplicações funcionam diretamente a partir dos servidores externos, através da Internet, sem ser necessário instalá-las nos computadores locais. Com isto, reduzem-se custos e simplificam-se  processos de gestão.
Uma das empresas que vêm liderando  no desenvolvimento e inovação de Sistemas de Informação Gerencial, voltado para instituições de microfinanças (IMFs),  é a Mambu GmbH, desenvolvedora da plataforma de gestão integrada, em nuvem, Mambu.
Domiciliada em Stuttgart na Alemanha, a Mambu é a criadora do MIS (management information system) com o mesmo nome. O sistema surgiu a partir  de um projeto de pesquisa em Portugal, focado em descobrir as necessidades das IMFs Africanas e como as novas tecnologias poderiam ser utilizadas para dar sustentabilidade as  operações financeiras mais complexas no segmento de microfinanças.
Com uma equipe diversificada, composta por engenheiros de computação, designers e psicólogos que acompanham de perto os diferentes desafios e necessidades das IMFs, a versão beta do Mambu foi lançada em 2010. Graças aos esforços  dos seus idealizadores e os principais usuários do sistema, este tem evoluído desde o laçamento, tornando-se cada vez mais robusto, seguro e de fácil utilização.image
Mambu é uma ferramenta para gestão de portfólio exclusivo de microfinanças, disponível online como Software como Serviço (SaaS). Foi concebido desde sua raiz para atender todas as necessidades das instituições de microfinanças e de microcrédito em qualquer lugar do planeta. O Mambu se apresenta numa interface descomplicada, agradável e de fácil manuseio, tornando o processo de gestão de carteira extremamente agradável. Com o Mambu, as instituições de microfinanças podem oferecer produtos de empréstimo e de poupança, especificamente criados para microfinanças, enquanto o sistema integrado de contabilidade e relatórios, toma conta das suas necessidades comerciais. “O que torna o Mambu um sistema único, é que tudo o que uma IMF precisa para começar a utilizá-lo, está disponível na internet. As instituições não precisam baixar ou adquirir nada mais.” Garante Franz Geissler, representante da Mambu no Brasil.
A Podemos Progresar, instituição creditícia sediada no México foi um dos primeiros clientes do sistema de gestão Mambu e tem aumentado significativamente suas operações, graças à utilização da Plataforma. Fernando Orta, fundador da Podemos Progressar, percebeu que para qualquer instituição de microcrédito operar com eficiência é necessário à escolha de um software apropriado: “Um MIS correto pode tornar as operações de uma empresa eficazes, escaláveis e controláveis, enquanto que um SIG errado prejudica seriamente uma organização em crescimento.” Afirmou. Decidir, pelo sistema Mambu, foi uma escolha acertada da Podemos Progressar, no que se refere à gestão de sua carteira de serviços. Isto, porque segundo Franz o sistema “Mambu foi criado utilizando o que há de mais  moderno em tecnologia, pois tínhamos como meta a satisfação plena do usuário final.
Orta, chama  atenção para o fato de que “o programa disponibiliza e organiza informação de uma forma fácil de compreendê-las e interpretá-la. Nós acreditamos que o futuro das microfinanças será determinado por aqueles que conseguirem se adaptar melhor à paisagem tecnológica em constante mudança. A Podemos Progresar pretende enfrentar os desafios do futuro, tendo empresas como a Mambu como parceiro estratégico e facilitador de nossas ações operacionais.”
No momento, a aplicação do sistema Mambu está disponível em cinco idiomas (Português, Inglês, Espanhol, Francês e Russo) e a edição Community é absolutamente gratuita até 1,500 clientes (com o sistema de contabilidade incluso). A Mambu também presta assistência exaustiva aos clientes, particularmente em assuntos de importação de dados dos MIS anteriores. Porém, as vantagens principais do Mambu são a escalabilidade e modelo de pagamento pay-as-yougrow (pagando só pelo que precisar e enquanto precisar).” IMFs não precisam mais se preocupar com a aquisição dispendiosa de infraestrutura de TI e de licenças de software. Elas apenas pagam o que utilizam.” Declarou Franz. “Para IMFs tentando simplificar, ampliar seu SIG para um sistema de classe mundial e aumentar a eficiência dos funcionários ao reduzir custos operacionais – Mambu é exatamente o que o médico prescreveria.” Afirma ele. Até hoje, mais de 100 organizações de todo mundo utilizam a plataforma Mambu e o número aumenta cada vez mais.
Para mais informações e sobre como começar a utilizar o Mambu acesse www.mambu.com/pt.
Mambu GmbH

Gentes Microfinanças em parceria com a Mambu GmbH.
 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

JOVEM DE 25 ANOS É A MAIS NOVA BANQUEIRA DO BRASIL

size_590_banco-perolaQuando dizemos que acreditamos em pessoas, é porque, de fato, existe gente que faz a diferença. É o caso da jovem Alessandra França que aos 25 anos de idade, cria o Banco Pérola. A jovem, filha de um de caminhoneiro e de uma costureira, diz ter aprendido dos pais, o espirito empreendedor.

Sua inspiração de abrir um banco, destinado ao microcrédito, veio aos 16 anos de idade quando leu o livro, O Banqueiro do Pobres,  de Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel. Alessandra, acredita que sua inciativa contribui para um mundo melhor e sustentável, razão pela qual  destina seu talento e habilidades. O banco Pérola, do qual a linda jovem é presidente, está localizado na cidade de Sorocaba e realiza empréstimos de até R$ 5.000 para jovens empreendedores, entre 18 e 35 anos, residentes em comunidades carentes. Em entrevista ao Programa Provocações da TV Cultura, a jovem conta ao apresentador, Antônio Abujamra, seus sonhos e planos para o futuro:

Nós do Gentes Microfinanças, ficamos muito felizes com a atitude de Alessandra. Esperamos que seu exemplo se espalhe pelo Brasil e que o sucesso de seu Banco seja o sucesso de milhões de jovens empreendedores.

Parabéns Alessandra França!

domingo, 29 de maio de 2011

Criar um Mundo sem pobreza requer trabalho e superação de preconceitos corporativos

gentes brasileirasInteressante notar que no Brasil ainda não exista uma discussão séria sobre o papel das microfinanças na redução da pobreza. Há aqueles que acreditam que o microcrédito pode destruir o Sistemas Financeiro Nacional. Um absurdo!Contudo, bom seria, uma vez que   leva bilhões de reais  dos cofres públicos para  cofres de 6 grandes bancos que detêm a maior parte do crédito nacional e para os quais o País tem que pagar 5,7% do PIB com despesas de juros. Tais banco até mostraram-se interessados em operar no ramo de microcrédito; contudo não conseguem administrar os recursos porque não dispõem  de Know How para distribuição da carteira  nesta modalidade e porque preferem destinar seus recursos para operações com  títulos públicos que pagam mais.

Desta forma, os recursos são mantidos na esfera financeira e quase não chegam aos microempreendedores.

Quando as corporações do setor financeiro  realizam um evento para discutir a questão do microcrédito, as intenções são outras. Procuram discutir a sua regulamentação. Evidentemente a regulamentação se faz importante; contudo não é o mais importante a ser discutido. O importante para a atividade,  é de fato, o tomador final que depende do microcrédito para desenvolver suas atividades. Outro grande equivoco é quando se classifica o microempreendedorismo como economia informal. Não se deve confundir um agente que comercia produtos altamente tecnológicos contrabandeados da China com um microempreendedor que cria seu próprio produto com recursos pessoais ou coletivas. Uma coisa é uma cooperativa de costureiras; outra é um grupo de contrabandistas de parafernálias tecnológicas.

Embora ainda existam confusões dessa natureza; algo vem mudando nos últimos anos. Há de fato uma abertura das instituições públicas para promoção das microfinanças no Brasil. O Governo tem procurado não somente apoiar, mas fomentar, por meio do órgãos competentes,  a distribuição de microcrédito. Esta semana, por exemplo, o Branco do Brasil anunciou uma parceria com o Professor Muhammad Yunus a fim de trazer o modelo criando por ele para o Brasil.  Essas iniciativas são muito bem vindas e espera-se que tragam resultados consistentes, colocando as microfinanças em outro patamar de discussão, uma vez que trata-se de um dos mais   eficazes  mecanismos de redução  da pobreza extrema.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

BB fará parceria com Nobel da Paz para microcrédito, diz Bendine Objetivo é trazer modelo de microcrédito criado por Yunus para o Brasil. Segundo o executivo, já há aporte de R$ 1,5 bilhão para iniciar projeto.

26/05/2011 16h01 - Atualizado em 26/05/2011 18h06

Alex Araújo Do G1 MG

O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, afirmou nesta quinta-feira (26) que o banco vai assinar um protocolo de intenções com o fundador do Grameen Bank, o maior banco do microcrédito do mundo, Muhammad Yunus. O objetivo, segundo Bendine, é trazer o modelo de microcrédito criado por Yunus para o Brasil. Bendine e Yunis participaram do IV Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, em Belo Horizonte.
Muhammad Yunus (esquerda) e Aldemir Bendine em evento em Belo Horizonte nesta quinta-feira (26) (Foto: Alex Araújo/G1 MG)
Muhammad Yunus (esquerda) e Aldemir Bendine em evento em Belo Horizonte nesta quinta-feira (26) (Foto: Alex Araújo/G1 MG)
Conhecido como "banqueiro dos pobres" e agraciado com o Nobel da Paz em 2006, Yunus fundou o Graeem Bank em 1983 e, com essa instituição, concedeu créditos para 8,3 milhões de bengaleses, em sua maioria, mulheres.
De acordo com o executivo, apesar de o BB ter um modelo de microcrédito, será assinada uma parceria para transferência de tecnologia, que será adaptada para o modelo brasileiro. “Aqui o Banco do Brasil tem o microcrédito para consumo, e a orientação do professor Yunus vai colaborar pra transferir esse microcrédito para produtivo”, disse.
“O objetivo é ajudar as pessoas a crescerem e gerar a própria renda. Que as pessoas multifacetadas precisam de oportunidades para crescerem”, afirmou Yunus. “O dinheiro pegado de empréstimo de microcrédito precisa ser colocado em algum negócio para gerar mais renda. Assim as pessoas poderão ser autossustentáveis”.
De acordo com ele, o foco do microcrédito será “a pessoa mais pobre possível. Se a gente for na casa da pessoa e ela não tiver uma cama pra dormir, é essa pessoa que a gente vai escolher para o microcrédito”, afirmou. “Vamos privilegiar a pessoa que não tem quase nada”.
Segundo o presidente do BB, o banco enfrenta dificuldade para direcionar o microcrédito à produção porque eles “são feitos dentro das agências bancárias e depois não há como acompanhar e orientar como a pessoa deve gerir aquele dinheiro que ela pegou emprestado”. A ideia, segundo ele, é implantar um modelo de escala nacional em que o banco vai atuar em suas agências e capacitar agentes próprios para fazer o trabalho de campo e orientação.
O prazo para início do projeto, segundo Bendine, é imediato. E, segundo o presidente do BB, já há um aporte de R$ 1,5 bilhão para começar este projeto.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Grandes do microcrédito procuram o Brasil para expandir suas operações

images[1]Os gingantes do microcrédito veem no Brasil uma grande oportunidade de expandir seus negócios. Este ano, o Grameen Bank, fundando pelo Prêmio Nobel Muhammad Yunus, anunciou o inicio de suas operações no Brasil a partir 2012. Neste mesmo ano, os europeus anunciaram sua chegada ao país. O grupo de investidores tchecos MYELEN ( My Electronic Loan Exchange Network), que já opera com grande sucesso no México há cinco anos, esteve no Brasil em abril e já realizou parcerias com interessados locais. O blog Gentes microfinanças conversou com exclusividade com seu fundador e diretor executivo Tomas Hes. “ Temos muito interesse no Brasil porque é uma país de grandes oportunidades e gente capaz” Afirmou Tomas, que é responsável pela expansão do fundo. Segundo Tomas, MYELEN é mais que um fundo interessado em ter lucros. “ é na verdade um projeto que busca desenvolver pessoas, esse é nosso negócio” disse Tomas. MYELEN tem o apoio de pessoas de grande reputação na República Tcheca, como e a violinista Gabriela Demeterová que realiza shows a fim de arrecadar fundos para investimento na linha de microfinanças em países emergentes. “Nossa equipe é composta por pessoas com ideias claras”, diz Tomas que fala português muito bem”. Filho de acadêmicos renomados em seu país, economista formado pela Universidade Técnica de Liberece e com grande experiência profissional em instituições financeiras da Europa, Tomas esteve no Brasil em 2003. Foi quando viu a oportunidade de realizar parcerias futuras no país. Seis anos mais tarde retornou decidido a investir seus esforços com o projeto MYELEN. “ Temos muita experiência e objetivos bem estabelecidos.” declara enquanto saboreia rãs fritas com salada de almeirão. Tomas insiste que as intenções do grupo no Brasil é de uma relação duradoura. “queremos uma relação duradoura na linha do comércio justo” disse o jovem executivo, enquanto saboreava uma mistura de suco de manga com açaí, uma invenção sua. “O microcrédito é o negócio que tem a proeza de ajudar as pessoas menos favorecidas a se desenvolverem dignamente”. Mas alerta, “não fazemos caridade, isso não dá sustentabilidade a ninguém, somos um negócio que opera dentro do conceito de Economia Solidária..” Não obstante o grande entusiasmo dos tchecos em operar no ramo de microcrédito no Brasil, não faltou uma certa preocupação de Tomas quando indagado da decisão do Banco Central do Brasil em taxar a entrada de capital estrangeiro em 6%. “Isso não é o fim, mas nos preocupa, uma vez que nosso negócio só é viável com rotatividade de curto e médio prazos”. Assista ao vídeo exclusivo da vinda da MYELEN.COM ao Brasil:

copyright www.myelen.com

sábado, 7 de maio de 2011

MICROFINANÇA, O QUE É?

gentesmicrofinançasMicrofinança ou como costumamos dizer no Brasil, microcrédito, é  a atividade econômica que tem por finalidade distribuir crédito para pequenos negócios ou grupo de negócios que não têm acesso aos meios tradicionais de crédito. Tomemos por exemplo, uma cooperativa de catadores de papelão que precise de dinheiro para compra de uma prensa de papel; mas que encontra dificuldades para conseguir crédito no mercado tradicional, o de crédito bancário.Ou ainda, um pequeno fabricante de telas de alambrado que precise atender uma demanda e para isso tenha que comprar uma máquina e contratar funcionário. Quase sempre essas pessoas não são atendidas pelo crédito bancário. Isto, porque os empréstimos para esse público concentram-se em pequenas quantidades,  os risco são maiores e a taxa de retorno muito baixa,  não compensando para os bancos os custos.Neste sentido,  a microfinança surge como um verdadeiro socorro para os pequenos empreendedores, uma vez que concentra seus esforços na garantia de crédito com taxas de juros mais baixas. Atrelada ao conceito de Economia Solidária, a microfinança, dá novos rumos às pequenas atividades e ao desenvolvimento econômico das pequenas comunidades.Mas atenção, a microfinança não representa uma atividade gratuita, ou sem fins lucrativos. É um negócio. É precisa, por isso, de seriedade econômica para torná-la viável e sustentável. É uma atividade que exige controle constante e árduo trabalho para quem a desenvolve. Não obstante é um negócio de extrema importância tanto no caráter social quanto econômico.Trata-se de   distribuição de crédito em pequenas quantidades; mas que fazem grandes diferenças para os pequenos empreendedores.

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